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SMACNA Brasil premia obras. Armacell está entre fornecedores premiados
No dia 23 de setembro de 2009, durante a Febrava 2009, a SMACNA Brasil fez a entrega da premiação Destaques do Ano 2008, realizada em convênio com a Abrava.
Entre as obras premiadas, está o Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu, na capital paulista, que tem a Armacell como fornecedora do isolamento térmico e a SC Soluções em Climatização como responsável pela instalação do sistema de ar condicionado.
Segundo Arnaldo Basile, diretor de vendas e marketing da Armacell para Brasil e América do Sul, essa premiação – que é a quinta em nossa história – “é uma prova incontestável da qualidade de nosso produto e da importância de sua utilização em obras de ponta na engenharia e na arquitetura”.
Em sua 16ª edição, o prêmio Destaques do ano 2008 é o mais tradicional evento do setor de condicionamento ambiental e tem como objetivo promover o reconhecimento dos melhores trabalhos executados em obras de Engenharia Térmica. Podem concorrer empresas de todo o Brasil, desde que as mesmas sejam associadas da Smacna Brasil "Chapter da Smacna (Sheet Metal Air Conditioning Contractors' National Association) americana ou da ABRAVA - Associação Brasileira de Ar-Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento.
O "Destaques do Ano" foi criado pela Smacna no ano de 1993 e, desde então, vem premiando o empreendedor da obra direta e o instalador, que é o executor e responsável pela obra. O prêmio coloca em realce em âmbito nacional o reconhecimento dos méritos técnicos dos trabalhos de engenharia térmica do ano anterior. Desse modo, dá ao vencedor grande diferencial sobre a performance da instalação executada, ao mesmo tempo em que promove a divulgação da obra.
O Museu do Futebol
O Museu do Futebol (www.museudofutebol.org.br/) é dirigido pelo Instituto da Arte do Futebol Brasileiro (IFB), uma organização social sem fins lucrativos em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e tem por missão investigar, divulgar e preservar o futebol como manifestação cultural brasileira. Para isso, trabalha com a inserção histórica e cultural desse esporte no Brasil por meio de exposições, ações educativo-culturais, pesquisas e procedimentos de salvaguarda, valorizando a prática do futebol que atravessa o cotidiano do país desde fins do século XIX.
O futebol - seus números, regras, símbolos, representações e estórias - é o principal foco de apreciação. A partir dele são estimuladas reflexões críticas sobre dimensões da sociedade associadas ao tema como: comportamento, evolução da preparação física do atleta, vocabulário, religiosidade, entre outras, sempre entrelaçando o futebol com a história do país.
A concepção inicial do Museu do Futebol reuniu de forma integrada as três dimensões que constituem um museu: arquitetura, museografia e conteúdo. Interligados, cada conceito teve um papel fundamental no projeto.
Arquitetura - Assinada por Mauro Munhoz, a arquitetura visou a transformar um espaço sub-utilizado no mais moderno museu do Brasil. E o desafio foi maior ainda quando se optou por preservar e expor a arquitetura original do estádio, fruto do perfil arquitetônico da década de 30, período em que foi construído o prédio.
O projeto arquitetônico revela as estruturas do estádio, seu avesso, seus interiores. Cada sala deixa aparente a estrutura de concreto do teto, e mostra seu conteúdo por entre o ziguezague das escadarias: a cobertura do Museu é a arquibancada!
Lajes foram retiradas, criando um pé-direito triplo no hall da entrada monumental do prédio e uma melhor visibilidade de sua arquitetura interna. Construiu-se também uma passarela de vidro que une as alas leste e oeste e possibilita ao visitante, dentro do Museu, contemplar a Praça Charles Miller e os arredores do bairro.
A fachada principal, janelas e letreiro foram restaurados e têm nova iluminação. As intervenções (cabos da rede elétrica, tubos de ar condicionado, elevadores e escadas rolantes) estão aparentes, permitindo ao visitante conhecer os itens adicionados à estrutura original do prédio.
Por se tratar de um prédio tombado, todas as intervenções foram discutidas e aprovadas pelas equipes dos órgãos de patrimônio municipal e estadual (COMPRESP e CONDEPHAAT). O resultado foi uma obra belíssima, que respeitou e valorizou a construção original do estádio.
Conteúdo - O Museu do Futebol é um museu do terceiro milênio e propõe uma narrativa linear, obtida com o uso de multimeios. São mais de seis horas de vídeos, centenas de fotografias e muita interatividade!
A história do futebol é contada com base nos eixos temáticos Emoção, História e Diversão. A curadoria de Leonel Kaz revela uma seqüência de experiências visuais e sonoras que relacionam o esporte e a vida brasileira no século XX.
O time contou ainda, com uma equipe de consultores liderada por João Máximo e que inclui os jornalistas Celso Unzelte e Marcelo Duarte.
Museografia - A diretora de cinema e cenógrafa DAniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara são os responsáveis pela museografia. Eles procuraram trazer o conceito do mobiliário urbano, simples, rústico e prático para dentro do Museu.
As instalações são feitas de materiais brutos como ferro, metais, aços, madeiras - como os que sustentam a estrutura de um edifício em construção e depois são descartados. No Museu, contudo, elas dão sentido ao conteúdo das salas e existem para fixar as realidades vividas durante o século do futebol no Brasil.
A direção de arte do Museu esteve sob a responsabilidade do designer Jair de Souza.
Números do Museu do Futebol
- R$ 32,5 milhões é o orçamento do projeto.
- 75.598 m2 é a área total do complexo Estádio-Clube-Praça.
- 40.260 mil pessoas é a capacidade do estádio.
- 23 portões dão acesso aos torcedores.
- 6 torres de iluminação com 126 refletores iluminam o gramado nos jogos noturnos.
- 7.000 m2 é a área que foi recuperada estruturalmente.
- 6.900 m2 é a área que corresponde ao Museu do Futebol.
- 4 é o número de pavimentos do edifício.
- 110 mil metros de cabos de força.
- 15 mil metros de eletrodutos.
- 3 mil metros de eletrocalhas.
- 10 mil metros de cabos de vídeo, áudio e rede.
- 1 mil metros de fibra ótica.
- 1.442 fotos estão expostas no Museu.
- 6 horas de vídeo estão disponíveis aos visitantes.
- 7 especialistas em futebol foram envolvidos no projeto.
- 680 profissionais envolvidos, entre engenheiros, arquitetos, pedreiros, eletricistas etc.
- 13 meses de trabalho desde o começo da obra.
20/10/2009
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